A “CULPA” DE SER MÃE

julho 17, 2008

Quando o bebê nasce, nós mães ganhamos muitas coisas: felicidades, um amor incondicional, carinhos, paparicos, flores, muitos presentes, além de um lindo filhotinho pra cuidar e amar…e junto com tudo isso: a CULPA.

Ela é nossa companheira desde os primeiros minutos após o nascimento do bebê: sentimos culpa por não ter chorado, ou por ter chorado muito, por estar meio sedada e não conseguir nem sorrir pro rebento que acabou de vir ao mundo, culpa pelo parto não ter sido como imaginávamos, pelo bebê ter nascido grande ou pequeno ou por não termos conseguido ser fortes no momento do parto.

Depois vem a culpa por não conseguir amamentar, ou por conseguir, pelo filho ganhar peso demais ou por não ganhar, pelo filho ser chorão e não dormir a noite, por se sentir irritada e cansada quando deveria estar feliz, por chorar quando deveria apenas sorrir.

E quando acaba a licença-maternidade, A CULPA tende a aumentar: culpa por introduzir alimentos antes do nescessário, culpa por sair de casa e deixar seu filho com outra pessoa, ou ainda, culpa por optar por não trabalhar e não poder ajudar o marido com as despesas da casa.

E assim por diante, até o filho fazer 18 anos e chegar de madrugada em casa. Ou ainda brigar com a namorada. Ou pegar o carro escondido: a maioria das mães vai sentir culpada por isso também.

Até as mães ditas muito bem resolvidas que honestamente não sentiram nenhuma dessas culpas, devem, no fundo, sentir uma pontinha de culpa justamente por não se sentirem culpadas pelas frustrações e dificuldade pelos quais seu filhos passam.

Acontece que passar por algumas dificuldades e frustrações é passo obrigatório no desenvolvimento da personalidade do ser humano. E por mais que nós tentemos proteger nossos filhos, nãopodemos e nem devemos protegê-los de tudo. Eles tem que crescer, e para isso vão se frustrar e vão sofrer em alguns momentos.

Então, de onde vem essa nossa culpa? Ela é inerente a maternidade ou é fruto de imagem vendida pela nossa sociedade da MÃE MODERNA PERFEITA? Ela é uma mulher linda que tem seus filhos todos de parto normal sem dor, que amamenta facilmente e sem dor,que no dia seguinte ao parto já está magra e bem disposta, cujo filho é comportado desde os primeiros dias e se ela teve que acordar alguma vez de madrugada, o fez sempre de bom humor e sem um fio de cabelo despenteado. É a mãe que trabalha fora e é uma profissional conceituada e atualizada, que tem um excelente salário, que consegue dar atenção merecida aos filhos e ao marido, sempre de bom humor, que tem tempo pra ir a academia, cabelereiros e faz sempre um dieta saudável e equilibrada. E faz tudo isso sem reclamar, sem se cansar e se sente completamente feliz 100% do tempo.

Me desculpem: mas essa é a mãe ideal…que não existe. A mãe real é como todas nós: sempre se desdobrando em 10 e sempre com a sensação de que não vai dar conta de tudo.E sempre atormentadas pela nossa antiga companheira, a CULPA. A melhor analogia que encontro é com aquela velha história do cobertor curto, que, para cobrírmos uma parte, acabamos descobrindo a outra.

E no final, tudo dá certo, nossos filhos crescem e se desenvolvem apesar dos nossos acertos e erros e se tornam pessoas diferentes de nós, amadas sim, muito, mas diferentes. Pessoas que pensarão diferente e discordarão de nós em vários pontos. Podem até nos culpar por isso e por aquilo, mas nunca vão ter a noção de quanto nós mesmas já nos culpamos.

Por fim, visto que toda essa culpa é desnecessária e até nociva, talvez devessemos começar a deixá-la de lado, pelo menos um pouco, e nos concentrarmos em sermos felizes, com as nossas imperfeições.

Os primeiros dias em casa

maio 19, 2008

A gente acha que basta ter um bebê que o chamado “instinto materno”  vai dar conta de tudo e você vai saber exatamente o que fazer com seu bebezinho quando vai pra casa…até parece…

O instinto materno existe sim, mas é muito tímido no começo. Vai aparecendo aos poucos e até lá a gente se desespera. Por mais que o bebê seja calmo, sempre aparecem milhares de inseguranças e dúvidas. Imagina pras jovens mamães como eu, que  tem lindos bebês chorões como a Sofia?  Os primeiros dias foram realmente desesperadores, posso falar em português claro.

A Sofia chorava o tempo todo, eu não dormia, não comia e mal ia ao banheiro. E, pra piorar, ficava ouvindo que fulana ou ciclana tinham dado a luz a bebês tão calminhos…parecia que só a minha filha era chorona. Eu vivia me perguntando o que tinha feito ou que estava fazendo de errado, mas a resposta só me vem agora, depois que o furacão passou: NADA DE ERRADO! Eu sou só mais uma mãe inexperiente e bem intencionada que tem um bebê do tipo chorão, só isso. Confesso aqui que as pessoas tem um certo prazer mórbido no sofrimento dos outros. Era só eu falar que estava cansada ou preocupada com o choro da mocinha, que alguém logo me dizia que ela chorava mais do que o normal, ou que o bebê da fulana era tão bonzinho….ouvir isso só piorava as coisas.

Eu realmente pensei que nunca fosse querer outro filho por jamais ter que passar por isso de novo, mas hoje, com a Sofia com 3 meses já mudei de idéia e volto a minha antiga decisão de ter pelo menos dois filhos…e mais, agora estou curtindo tanto ser mãe que já estou pensando num terceiro.

Os choros dela eram e ainda são, “coisas de bebê”, bebê que já tem uma personalidade forte, que quer falar, exigir, se expressar e não consegue, então, se anustia e chora, pois essa é a única forma dela se comunicar. E cabe a nós mães, seguramos a onda e não nos desesperarmos frente a um choro inconsolável, mas sim procurarmos observar o nosso bebê e aprendermos a interpretar os choros dele. Quando conseguimos fazer isso, tudo fica mais tranquilo. Então, primeira lição: os bebês chora. Segunda lição: ele quer te dizer algo, procure entender o que é. Claro que é fácil falar e difícil aplicar, mas depois de algum tempo de prática, alguns meses, fica mais tranquilo. Então, o melhor a fazer (e é aí que eu penso que entra o instinto materno), é passar a maior parte do tempo com o seu bebê e fazê-lo sentir que você está ali, mesmo nas piores crises de choro. Ele vai sentir em pouco tempo que tem alguém sempre zelando por ele, disposto a confortá-lo e vai começar a dar pistas do que realmente está sentido. Aí a gente começa a estabelecer um laço com o bebê, uma conexão que segue pela vida inteira…

E o melhor método para amenizar o choro do seu bebê, apesar de tudo que se lê por aí, é tentar mostrar a ele que você está sempre do lado dele e ele tem todo seu apoio até mesmo pra chorar. Não é fácil, custa muitas e muitas horas de sono, muitas e muitas conversas começadas e interrompidas, muito pouco tempo com o marido, muito pouca paciência com visitas, mas vale a pena. Pelo menos, comigo, os únicos remédios para o choro constante pra Sofia foram o tempo e o meu amor por ela, demonstrado a cada minuto destes três primeiros meses que passamos juntas!  

Dois meses da Sofia….

abril 8, 2008

Bom, vou tentar ir atualizando o blog aos poucos, agora que as coisas se acalmaram e eu tenho um pouquinho mais de tempo. A Sofia faz dois meses agora dia 13 e está bem mais tranqüilo. Os dois primeiros meses são dureza.

Vou tentar responder as postagens e contar um pouco sobre o início, como foi ter um bebezinho recém-nascido, as dificuldades e alegrias, enfim, aos poucos ponho o assunto em dia.

Obrigada a todas que me visitam e postam aqui,

Bjos

A SOFIA NASCEU!!!

fevereiro 29, 2008

imgp7469.jpgimgp7434.jpgimgp7392.jpgimgp7377.jpgimgp7373.jpgimgp7368.jpg.

No dia que completei exatas 38 semanas, no dia 13 de fevereiro,  acordei cansada e com muita dor de cabeça. Essa dor de cabeça já me atormentava a dias, como eu já tinha comentado. Eu tinha médica 14:30h e fiquei de manhã aqui em casa meio descansando, mas meio estranha. Almocei por volta de meio dia, tomei banho e peguei um táxi pra ir para o consultório que fica longe a beça de minha casa, sozinha, numa boa. Quando chegou minha vez, entrei e a primeira coisa que a médica fez foi medir minha pressão: 16 x 10. Depois, ela me examinou e eu não estavam trabalho de parto, pois não tinha dilatação ainda. Os batimentos do bebê estavam bem, mas eu tinha aumentado 2kg de peso em uma semana, de puro inchaço. Meus pés pareciam dois pães imensos.Ela olhou pra mim e disse: “vamos internar?” “A gente faz uns exames, dieta sem sal e medica para pressão, se tiver tudo bem, espera entrar em trabalho de parto”. Eu fiquei meio assim, mas achei que era a melhor coisa a ser feita: faríamos monitoragem fetal e ultra-sonografia e eu ficaria em observação por causa da dor da cabeça/inchaço/pressão. Ela ligou para o hospital, explicou o caso e escreveu uma cartinha dizendo o que queria que fosse feito comigo. Eu deveria ir para lá , me internar que no final da tarde ela passaria pra ver os exames. Tudo bem, pensei, vamos internar e melhorar, mas nunca imaginei que a Sofia teria que nascer naquele dia. Peguei outro táxi e fui pro hospital, que era relativamente perto do consultório. Cheguei lá por volta de 16:30h. Do táxi, liguei pro meu marido, dizendo para que pegasse minha mala, a mala da Sofia e lembracinhas só por desencargo, levasse nosso cachorrinho pra casa da minha mãe e viesse com calma, para ficar comigo no hospital, pois não poderia me internar sozinha. Eu ainda achava que a Sofia não nasceria naquele dia. Liguei pra minha mãe e meu pai avisando que iria me internar, mas que eles não precisavam correr pro hospital, pois estava lá apenas para fazer exames.Falei pra esperarem o trânsito passar e fossem mais a noite.Chegando lá, assinei os papéis na maior calma, e fui fazer a monitoragem fetal (Cardiotocografia). Neste momento, a pressão estava 17 x 10 e a enfermeira do exame (obstetriz) bem tensa ao telefone, pedindo um ultra-som de urgência, conforme solicitação da minha médica. Começou a cardiotocografia e eu, que sou médica mas não faço obstetrícia achei aquela traçado bem estranho, diferente dos que eu havia feito anteriormente. Pedi pra enfermeira ligar para a minha médica e contar sobre o exame. Ela fez isso e a minha obstetra pediu que eu não fizesse mais nenhum exame: QUE FOSSE DIRETO PARA O CENTRO-OBSTÉTRICO, que ela chegaria o mais rápido possível. Aí eu “paniquei”: Tudo bem que eu sou uma mulher moderna e tal, mas ir sozinha pra maternidade de táxi sem marido, sem mãe, sem ninguém pra apertar a mão não dava! Liguei pro Maurício e ele estava preso no trânsito da avenida Brasil. Falei pra ele VEM LOGO QUE VAI NASCER…ele se desesperou e eu também, comecei a chorar e falar que eu não queria ir pra sala de parto sozinha, que queria esperar meu marido chegar. Eu sabia que a Sofia ficaria  bem, estava bem formadinha, já com 38 semanas e que era só nascer, mas neste momento caiu a ficha que eu não teria meu sonhado trabalho de parto, não poderia esperar o parto normal, que não iria pra maternidade com toda a família feliz ter o meu bebê, enfim,tudo que eu havia romanceado não iria acontecer MAS eu iria conhcer a minha filhinha muito em breve e isso me deu forças. Comecei a me trocar bem devagar pra dar tempo do Maurício chegar e neste momento minha obstetra chegou…eram umas 17:00h e pouquinho, mais ou menos. Eu pedi se podíamos esperar o Maurício que estava no trânsito com segurança para a Sofia, claro. Ela disse que sim, estava, ou pelo menos transparecia uma super calma, me tranqüilizou e disse que iria me econtar no CO. E eu continuava chorando….quando o Maurício chegou. Graças a Deus que alívio! Então, beijei ele e falei que agora estava pronta. Minha amiga pediatra que iria pegar a Sofia na sala de parto estava a caminho, mas não sei se daria tempo de chegar.Subi por um lado e o Maurício foi ao vestiário se trocar. Cheguei na sala, fiz a Raqui e o Maurício entrou quando estavam começando a cesárea. Ficou atrás do biombo, segurando minha mão o tempo todo, e eu em nenhum momento perdi a consciência, fiquei falando com ele, com a equipe, mas não me lembro bem o quê. Só sei que estava ansiosa por ouvir o choro da bebê. E dali a pouco minutos falaram pra ele: ela vai nascer, você quer ver? Ele foi, todo corajoso e não só viu como fotografou a nenê saindo da barriga! Depois de alguns segundos eu ouvi um chorinho que começou fraco e depois se intensificou. Fiquei maravilhada: minha filhinha tinha nascido! Eu ficava falando: ela está bem? E todos respondendo que sim, e em poucos minutos me mostraram ela e colocaram ela próxima ao meu rosto.Acho realmente difícil existir uma emoção maior que essa. Sua filha linda, perfeita e saudável nascendo de dentro de você, linda e fofa, toda sujinha. O pai estava enlouquecido e quando a levaram para aspirar ele me “esqueceu” (não o culpo, hahaha) e foi babar a cria, e eu querendo saber como ela estava. Foi então que minha amiga chegou, a pediatra da Sofia e a examinou novamente. Ela e o Maurício ficaram fotografando e filmando a pequena e eu pedindo pra me mostrarem. Eles me a levaram pra mim novamente e nesse momento não me contive e chorei de emoção. Ela era tão linda e tão perfeita que eu nem acreditava. Deu tudo certo, pensei. E é isso que importa. As coisas não foram exatamente como eu planejava, mas isso só me ensina que na vida a gente não pode querer planejar tudo. Minha filha é linda e saudável e isso me deixa tranqüila e muito feliz. Depois que me “fecharam”, levaram a bebê por berçário, como de praxe na maternidade e o Maurício ficou comigo até eu ir pra recuperação pós anestésica. Teria que ficar lá por pelo menos 2 horas e nesse meio tempo, fiquei acordada, sozinha e ansiosa, querendo muito ver minha filhota; ficava tentando mexer os pés logo para ir  mais rápido pro quarto. Chegou a hora, eu voltei pro quarto e havia pelo menos 10 pessoas lá dentro; eu estava inchada, pelada, cansada e queria ver minha filha, e todo mundo querendo falar comigo e fazer bagunça. Logo a Sofia chegou, linda já banhada e com uma roupa linda. Eu pude pegar ela nos braços pela primeira vez e olhar os detalhes dela: mãozinha, narizinho, boquinha, cabelinho, enfim, tudo. Ela nem abria os olhinhos ainda, de tão inchadinha, mas neste momento, em que eu a peguei no colo, o tempo parou, as pessoas ao redor não existiam mais e eu só conseguia olhar pra ela e me apaixonar…foi mágico. 

Preparativos para a Maternidade…

fevereiro 11, 2008

Todos os tipos das lembrancinhasLembrancinha únicaenvelope com roupinhasbem-nascido

Bom, como toda boa neurótica, já está tudo pronto para irmos para a maternidade…As roupinhas todas envelopadas de 1 a 6 (ordem de uso na maternidade) nos respectivos saquinhos plásticos, onde coloquei um macacãozinho / conjuntinho, um body com gola combinando, um culotinho, uma meia e um cueiro ou manta também combinando. Sei que não vamos usar os seis, mas é o que a maternidade pede. Também alternei os tamanhos e levei algumas das trocas maiorzinhas, mas ainda tamanho RN. Vamos ver se serve na superbebê. 

As lembrancinhas já chegaram: são sachezinhos com um cheiro delicioso, embrulhadinhos em tecidos iguais aos do quarto da Sofia. Deixo algumas fotinhos para que entendam e o quadrinho da porta da maternidade também chegou, mas este é surpresa. Só vou fotografar depois para colocar aqui no blog. É lindo, e muito diferente. 

Mandei fazer também bem-nascidos, que nada mais são que bem-casados, em verde maçã e peguei uma amostra no sábado que já fotografei e vou colocar aqui no blog também. E estão deliciosos. São da Emília Bem Casados, os mesmos que fiz para o meu casamento.  

Minha mala da maternidade também está pronta com quatro pijamas / camisolas, dois roubes, um chinelo, dois sutiãs de amamentação, três calcinhas pós-parto e uma cinta. Falta a nécessaire com produtos de higiene pessoal e maquiagem (não quero que a Sofia me conheça acabada e com olheiras), além, de uma roupa / sapato para sair da maternidade, e, a mala do papai. 

Não vejo a hora….

Reta Final!

fevereiro 11, 2008

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 Bom, eu e a Sofia estamos chegando à reta final desta primeira etapa de convívio: a gestação. Estamos hoje com 37 semanas e 5 dias, muito perto do nascimento dela.  

Eu, não preciso nem dizer, estou ansiossérima…Cada dia que passa eu acho que será o dia, mas ela, pelo jeito, não tem pressa nenhuma. Tive muitas contrações na quarta-feira passada e depois, só algumas esporádicas. Estou louca pra ver o rostinho dela, pegá-la, abraçá-la, mas tento segurar a ansiedade, pois o ideal é que ela venha no tempo dela, eu sei.

  Saí de licença-maternidade na quinta-feira passada, dia sete, pois realmente trabalhar já estava ficando pesado demais. Principalmente nos dias que eu tinha que fazer 12 horas. Então, para nos preservar e para descansar nesses últimos dias. Comprei vários livros e com esse calor, vou ficar em casa lendo, vendo TV, e aproveitando para dormir um pouco, porque depois vai ser difícil. No final das tardes, se o tempo estiver mais fresco, pretendo andar um pouquinho com o meu cachorrinho, para ver se acelero o trabalho de parto, hahahaha. 

Minha mãe ontem me perguntou se eu estava com medo do parto: posso dizer sinceramente: NÃO, NÃO TENHO MEDO NENHUM. Este sentimento, o medo DO PARTO, não se instalou em nenhum momento. Eu tinha mais medo durante a gravidez que a Sofia pudesse ter algum problema ou nascer prematura, ou sei lá, ter alguma alteração por causa da minha pressão que ficou alta, mas agora, que eu sei que ela está ótima, pronta pra nascer e grandona, não tenho medo nenhum. Muito menos da “dor” do parto. Eu realmente quero que seja normal, e graças a Deus, tenho uma obstetra que também pensa assim, mas sei que, pelo tamanho dela (no último ultra-som de sábado, dia 09, o peso estimado estava em 3780g), a chance de ter que fazer uma cesárea existe e é grande. Mas não quero pensar nisso, pois se for necessária e bem indicada, não tenho nenhum problema com isso também. Quero muito ver a minha bebê bem e saudável, do jeito que tiver que ser.  

É claro que a gente sempre romantiza o trabalho de parto: como seria lindo romper a bolsa e ir correndo para a maternidade, ter algumas contrações e o bebê nascer saudável e berrando, mas eu sei que isso, poucas vezes é vida real. As primigestas tem, na maioria das vezes, trabalhos de parto muito longos; nem sempre um  bebê GIG (grande para a idade gestacional, como a Sofia) encaixa e, devido ao peso do bebê GIG / risco de hipoglicemia ao nascimento, não se pode deixar passar de 40 semanas e outras coisas, mas realmente sei que estou em boas mãos e a Sofia virá em breve, da melhor forma possível para ela. 

Despeço-me deixando a foto da barriga imensa, que eu espero que seja a última ou pelo menos, uma das últimas fotos!

Chá de Bebê:

fevereiro 11, 2008

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O chá de bebê foi o máximo. Começamos com uma idéia simples, pois eu já estaria com 34 semanas no dia do chá, mas logo ele se “sofisticou” ou seja, teve uma decoração linda, teve uma lista com mais de 50 convidada, comes e bebes deliciosos e lembrancinhas chiquérrimas encomendadas pelas organizadoras (macarrons, um rosa e um branco em cada pacotinho, com a letra S de Sofia), além de muuuuuuuuuuuuita animação. A decoração ficou muito fofa, com bailarinas e cata-ventos em rosa e lilás, tudo “assinado” por uma amiga minha, uma das organizadoras que tem o maior talento manual e pelo maridão que fez os cata-ventos.  Foram 38 pessoas, todas mulheres, e maridão, que iria somente ajudar a montar o local, acabou pedindo um avental e ficando de “garçom” para servir as pessoas, por puro gosto. Foi muito bacana da parte dele. Imaginem só, ficar lá, servindo a mulherada só pra ver a esposa feliz. Um fofo! E ele entrou na dança mesmo: encheu bexigas, pôs as bebidas no gelo, cortou bolo, enfim, trabalhou que só! Todo mundo chegou cedo, perto do horário marcado, no salão de festas do prédio das minhas amigas, e logo começamos as brincadeiras:  

1) Primeira cada convidada foi solicitada para que levasse uma foto dela quando bebê: eu tinha que adivinhar a foto e ganhava o presente. Se não ganhasse, ele ia para um canto.

2) Todas as convidadas das quais eu ainda não tinha ganhado o presente ou que não tinham levado fotos escreviam uma dica de como cuidar do bebê, e as organizadoras liam para mim. Eu tinha de adivinhar de quem era a dica e ganhava o presente. Se não acertasse, ainda não ganhava.

3) Por fim, tive que responder oito perguntas sobre como cuidar do bebê feitas pelas minhas amigas: tipo o que fazer em caso de cólica, quanto tempo deixar o bebê para arrotar, com quanto tempo se dá tal vacina e etc. Se acertasse seis, ganhava todos os presentes que ainda não tinha ganhado! Eu acertei, hahahah, mas foi por um triz, pois errei duas.  Nem preciso dizer que ganhei uma quantidade imensa de presentes, que quase não couberam no carro e espero que a Sofia realmente use tudo. Roupinhas, tenho uma quantidade imensa, mas muitas são bem pequenas, então acho que a Sofia só vai usar bem no comecinho mesmo, porque via nascer grandona. 

Recomendo a todas as grávidas, a organizar um chá de bebê, no sétimo mês (não deixe pra o finalzinho como fiz, pois a gente fica cansada e pode inchar de ficar em pé). Eu confesso que fiquei acabada, mas feliz demais. Nunca vou esquecer do carinho das pessoas queridas que foram ao chá para celebrar comigo a chegada da Sofia.

A barriga crescendo…

janeiro 7, 2008

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Quem pediu para ver fotos da barriga, posto aqui, o barrigão enorme de 32 para 33 semanas, que realmente não sei onde vai parar….

Pra quem reclamava que não tinha barriga, agora ela resolveu crescer de vez.

Bjos

Preparativos para o chá de bebê

janeiro 7, 2008

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Bom, mesmo cansada no 8ºmês, resolvi fazer o chá de bebê. Acho que realmente as pessoas esperam que você faça. Tanta gente me perguntou e disse que queria muito ir ao chá, que resolvi fazê-lo, claro, com a ajuda das minhas amiguitas queridas que estão organizando o evento.

As pessoas que curtiram e curtem a gravidez esperam que você faça o chá, engrçado isso, né? Porque eu mesma, fui em apenas um chá de bebê na vida, de uma das minhas grandes amigas e organizadoras. Eu achava que era um evento chato, mas mudei de idéia. É familiar e pode ser bem divertido, tanto para a gravidinha, que ganha presentes muito úteis e consegue rever todas as amigas de uma vez só antes da bebê nascer; quanto para as convidadas que queriam estar mais presentes na gravidez da amiga e não conseguiram. Mesmo que dure pouco.

Vai ser bem simples, tipo com bolo e doces da com cara de feitos pela vovó (nada de doces chiquérrimos, pois em fim de gravidez o orçamento não permite), mini-quiches e sanduíches redondos (uma versão mais modernete dos famosos sanduíches de metro). A decoração será em motivos infantis e é isso. Infelizmente, não tive muito tempo nem disposição para fazer uma festa mais elaborada, mas acho que vai ser muito divertida e aconchegante.

Agora, tenho uma dúvida muito cruel: o que essa mulherada bebe? Difícil pra quem sempre serviu espumante em festas (eu mesmo acho chique e adoro). Prosecco mesmo? Cerveja? Refrigerante? Sei lá, vou pensar mais sobre isso, afinal começa as 16:00h e o público alvo já é outro: vão avós, tias, mães com bebês e crianças, etc. Cada dia mais a minha vida muda e eu me choco ao perceber, mas sinto que é uma nova fase se abrindo: a fase de ser mãe.

Depois vou contando mais sobre os preparativos…

Deixo mais umas fotinhos do quarto e detalhes para apreciação.

Beijos

Feliz Ano Novo!

dezembro 29, 2007

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Final de ano:

Todo mundo fica pensativo quando o ano acaba e começa um novo ano. Mesmo não querendo, as pessoas fazem um balanço do que aconteceu no ano que termina e o que desejam para o ano que virá. Eu mesmo só desejo que 2007 acabe o mais rápido possível e que 2008 chegue logo, pois será o ano que nascerá a minha filhotinha! Deve ser insitintivo ou hormonal, mas realmente não consigo pensar em outra coisa. A Sofia agora ocupa quase toda a minha mente e estar grávida dela se tornou a minha profissão nestes últimos meses. Quem diria, né? Eu, independente, moderna, realista e prática…agora virei um mamãezinha em tempo integral. Claro que continuo trabalhando e pretendo trabalhar até o máximo que conseguir, mas isso não me impede de pensar na Sofia até mesmo nos menores intervalos do trabalho…impressionante a natureza, né? O amor por uma pessoa que eu nunca vi pessoalmente ocupa quase todo o meu coração neste momento.

Feliz 2008 para todos!


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