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Os primeiros dias em casa

maio 19, 2008

A gente acha que basta ter um bebê que o chamado “instinto materno”  vai dar conta de tudo e você vai saber exatamente o que fazer com seu bebezinho quando vai pra casa…até parece…

O instinto materno existe sim, mas é muito tímido no começo. Vai aparecendo aos poucos e até lá a gente se desespera. Por mais que o bebê seja calmo, sempre aparecem milhares de inseguranças e dúvidas. Imagina pras jovens mamães como eu, que  tem lindos bebês chorões como a Sofia?  Os primeiros dias foram realmente desesperadores, posso falar em português claro.

A Sofia chorava o tempo todo, eu não dormia, não comia e mal ia ao banheiro. E, pra piorar, ficava ouvindo que fulana ou ciclana tinham dado a luz a bebês tão calminhos…parecia que só a minha filha era chorona. Eu vivia me perguntando o que tinha feito ou que estava fazendo de errado, mas a resposta só me vem agora, depois que o furacão passou: NADA DE ERRADO! Eu sou só mais uma mãe inexperiente e bem intencionada que tem um bebê do tipo chorão, só isso. Confesso aqui que as pessoas tem um certo prazer mórbido no sofrimento dos outros. Era só eu falar que estava cansada ou preocupada com o choro da mocinha, que alguém logo me dizia que ela chorava mais do que o normal, ou que o bebê da fulana era tão bonzinho….ouvir isso só piorava as coisas.

Eu realmente pensei que nunca fosse querer outro filho por jamais ter que passar por isso de novo, mas hoje, com a Sofia com 3 meses já mudei de idéia e volto a minha antiga decisão de ter pelo menos dois filhos…e mais, agora estou curtindo tanto ser mãe que já estou pensando num terceiro.

Os choros dela eram e ainda são, “coisas de bebê”, bebê que já tem uma personalidade forte, que quer falar, exigir, se expressar e não consegue, então, se anustia e chora, pois essa é a única forma dela se comunicar. E cabe a nós mães, seguramos a onda e não nos desesperarmos frente a um choro inconsolável, mas sim procurarmos observar o nosso bebê e aprendermos a interpretar os choros dele. Quando conseguimos fazer isso, tudo fica mais tranquilo. Então, primeira lição: os bebês chora. Segunda lição: ele quer te dizer algo, procure entender o que é. Claro que é fácil falar e difícil aplicar, mas depois de algum tempo de prática, alguns meses, fica mais tranquilo. Então, o melhor a fazer (e é aí que eu penso que entra o instinto materno), é passar a maior parte do tempo com o seu bebê e fazê-lo sentir que você está ali, mesmo nas piores crises de choro. Ele vai sentir em pouco tempo que tem alguém sempre zelando por ele, disposto a confortá-lo e vai começar a dar pistas do que realmente está sentido. Aí a gente começa a estabelecer um laço com o bebê, uma conexão que segue pela vida inteira…

E o melhor método para amenizar o choro do seu bebê, apesar de tudo que se lê por aí, é tentar mostrar a ele que você está sempre do lado dele e ele tem todo seu apoio até mesmo pra chorar. Não é fácil, custa muitas e muitas horas de sono, muitas e muitas conversas começadas e interrompidas, muito pouco tempo com o marido, muito pouca paciência com visitas, mas vale a pena. Pelo menos, comigo, os únicos remédios para o choro constante pra Sofia foram o tempo e o meu amor por ela, demonstrado a cada minuto destes três primeiros meses que passamos juntas!  

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