Archive for the ‘dramas’ Category

A “CULPA” DE SER MÃE

julho 17, 2008

Quando o bebê nasce, nós mães ganhamos muitas coisas: felicidades, um amor incondicional, carinhos, paparicos, flores, muitos presentes, além de um lindo filhotinho pra cuidar e amar…e junto com tudo isso: a CULPA.

Ela é nossa companheira desde os primeiros minutos após o nascimento do bebê: sentimos culpa por não ter chorado, ou por ter chorado muito, por estar meio sedada e não conseguir nem sorrir pro rebento que acabou de vir ao mundo, culpa pelo parto não ter sido como imaginávamos, pelo bebê ter nascido grande ou pequeno ou por não termos conseguido ser fortes no momento do parto.

Depois vem a culpa por não conseguir amamentar, ou por conseguir, pelo filho ganhar peso demais ou por não ganhar, pelo filho ser chorão e não dormir a noite, por se sentir irritada e cansada quando deveria estar feliz, por chorar quando deveria apenas sorrir.

E quando acaba a licença-maternidade, A CULPA tende a aumentar: culpa por introduzir alimentos antes do nescessário, culpa por sair de casa e deixar seu filho com outra pessoa, ou ainda, culpa por optar por não trabalhar e não poder ajudar o marido com as despesas da casa.

E assim por diante, até o filho fazer 18 anos e chegar de madrugada em casa. Ou ainda brigar com a namorada. Ou pegar o carro escondido: a maioria das mães vai sentir culpada por isso também.

Até as mães ditas muito bem resolvidas que honestamente não sentiram nenhuma dessas culpas, devem, no fundo, sentir uma pontinha de culpa justamente por não se sentirem culpadas pelas frustrações e dificuldade pelos quais seu filhos passam.

Acontece que passar por algumas dificuldades e frustrações é passo obrigatório no desenvolvimento da personalidade do ser humano. E por mais que nós tentemos proteger nossos filhos, nãopodemos e nem devemos protegê-los de tudo. Eles tem que crescer, e para isso vão se frustrar e vão sofrer em alguns momentos.

Então, de onde vem essa nossa culpa? Ela é inerente a maternidade ou é fruto de imagem vendida pela nossa sociedade da MÃE MODERNA PERFEITA? Ela é uma mulher linda que tem seus filhos todos de parto normal sem dor, que amamenta facilmente e sem dor,que no dia seguinte ao parto já está magra e bem disposta, cujo filho é comportado desde os primeiros dias e se ela teve que acordar alguma vez de madrugada, o fez sempre de bom humor e sem um fio de cabelo despenteado. É a mãe que trabalha fora e é uma profissional conceituada e atualizada, que tem um excelente salário, que consegue dar atenção merecida aos filhos e ao marido, sempre de bom humor, que tem tempo pra ir a academia, cabelereiros e faz sempre um dieta saudável e equilibrada. E faz tudo isso sem reclamar, sem se cansar e se sente completamente feliz 100% do tempo.

Me desculpem: mas essa é a mãe ideal…que não existe. A mãe real é como todas nós: sempre se desdobrando em 10 e sempre com a sensação de que não vai dar conta de tudo.E sempre atormentadas pela nossa antiga companheira, a CULPA. A melhor analogia que encontro é com aquela velha história do cobertor curto, que, para cobrírmos uma parte, acabamos descobrindo a outra.

E no final, tudo dá certo, nossos filhos crescem e se desenvolvem apesar dos nossos acertos e erros e se tornam pessoas diferentes de nós, amadas sim, muito, mas diferentes. Pessoas que pensarão diferente e discordarão de nós em vários pontos. Podem até nos culpar por isso e por aquilo, mas nunca vão ter a noção de quanto nós mesmas já nos culpamos.

Por fim, visto que toda essa culpa é desnecessária e até nociva, talvez devessemos começar a deixá-la de lado, pelo menos um pouco, e nos concentrarmos em sermos felizes, com as nossas imperfeições.

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Desejos para depois que a gestação acabar:

dezembro 29, 2007

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  1. Passar algumas horas em um excelente rodízio de sushis e sashimis!
  2. Dormir de bruços novamente!
  3. Usar um salto 10 (imaginem que fui à formatura da minha irmã, de sapatos baixos? Logo eu!)
  4. Ah, e ficaria muito agradecida com os meus lindos e bem torneados tornzelinhos de volta!

Grávidas e o verão….

dezembro 28, 2007

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Sério, ninguém merece passar os últimos meses de gravidez neste verão. Em tempos de super aquecimento global, devemos pensar em programar nossas gestações para que elas terminem no inverno, no máximo até setembro. Aqui no hemisfério sul, ninguém mais nasceria em janeiro ou fevereiro, que tal? Brincadeiras a parte, é realmente muito sofrido: estou cansada, inchada, e passando ainda mais calor que os outros, devido aos tais hormônios da gravidez. E haja pé para cima. Quem me dera eu pudese ficar com os pés para cima o dia todo. Como eu trabalho a maior parte do tempo sentada ou em pé, no final do dia meus tornozelos ficam enormes e meus pezinhos parecem dois pãezinhos italianos. E quem suporta as malditas meias elásticas com 35º na sombra?

Um manifesto em favor das grávidas….

novembro 13, 2007

sadness.jpgGente, sério, o que está acontecendo no mundo….ou melhor, nas grandes cidades? Será que as pessoas embruteceram de tal maneira que não podem nem ceder um lugar para uma mulher grávida no metrô ou na fila do banco? Que mundo é esse? Eu espero que a Sofia nasça e cresça num mundo melhor…onde haja mais respeito pelo ser humano e pelo planeta em que vivemos. Se a pessoas não se respeitam nem em suas casas, como vão respeitar o ar que respiram ou a água que bebem?

Eu ontem, tive outro problema no banco. Na hora do almoço precisei ir ao banco de novo. Estava meio hipoglicêmica pois já eram 1:30h e eu nem tinha almoçado ainda e, acreditem ou não, já estou barriguda, afinal, completo 6 meses daqui a 1 semana. A Sofia já está pesando, segundo o ultra-som de ontem 820g!!! Quase um quilo! Bom, mas voltando aos fatos: eu entrei no banco lotado e peguei a senha preferencial. O guarda já me questionou e eu respondi educadamente que estava grávida. OK, o caixa chamou minha senha e eu me dirigi até ele, quando uma mulher entrou na minha frente e disse bem alto: É MINHA VEZ!!! Eu ainda educadamente mostrei minha senha para ela, que era preferencial e ela continuou questionando:” não, é minha vez, eu era a próxima, etc., etc., Tc”. Aí, eu respondi: MINHA SENHORA, ESTOU GRÁVIDA! A mulher respondeu: “Nem tinha percebido”! E eu respondi: ” Dá próxima vez, preste atenção” e fui ao caixa.

Agora me respondam: Pode? Será que é só comigo ou o mundo está deste jeito? Eu estou revoltada até agora…É óbvio que uma pessoa aparentemente saudável e jovem como eu (essa foi excelente) com uma senha preferencial e uma barriga proeminente só pode estar grávida…ou será que essa mulher pensa, que as pessoas são todas como ela e eu iria pegar a senha preferencial só para passar na frente dos outros? Sério, é triste….

Podem me chamar de romântica e idealista, mas eu sempre sonhei com um mundo melhor….

A LOUCURA DE SER MÃE 24 HORAS POR DIA

novembro 9, 2007

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Como vocês podem notar, estou dramática hoje..hahaha Não tenho tido tempo para atualizar o blog, eu sei, mas isso eu já imaginava. Deveria ser lei: no momento que engravidássemos, deveríamos ser obrigadas a parar de trabalhar e Ter nosso salário pago integralmente pelo governo, hahaha. Imaginem que maravilha?

Mas, utopias a parte, resolvi vir falar sobre um assunto muito sério: é saudável ser mãe 24 horas por dia? Ou ser gestante 24 horas por dia? Claro que não dá pra você tirar a barriga e colocar no dia seguinte, mas será que todos os assuntos de nossas vidas agora tem OBRIGATORIAMENTE que girar ao redor da gravidez? Não é uma reclamação, de maneira alguma. Eu amo estar grávida e amo que as pessoas perguntem e saibam da gravidez….me orgulho muito disso, mas honestamente, tenho medo de EMBURRECER. Minha terapeuta diz que no final da gravidez e quando a bebê nascer, eu certamente vou emburrecer, assim como todas as mães do mundo o fizeram e esse será um estado temporário, no qual a biologia vai me “obrigar” a pensar apenas na Sofia e nas necessidades dela e eu vou fazer de bom grado, mas será que vou conseguir conversar com quem quer que seja sobre outro assunto?

Para anemizar essa “burrice” temporária eu preparei uma lista de livros clássicos que quero ler a muito tempo e não consigo…a lista contém Maquiavel, Hemingway, Cervantes entre outros, e pscicologicamente fazer a lista me ajudou. Agora, na vida real, se eu conseguir ler a revista Contigo entre uma mamada e outra, já vou me considerar feliz! Depois eu conto! Bjos

MEIAS ELÁSTICAS: SEM DÚVIDA O PIOR DA GRAVIDEZ

novembro 9, 2007

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Entre todos os incômodos da gravidez, e aqui eu listo os enjôos, o sono excessivo, a necessidade de fazer xixi toda hora, o peso crescente, as roupas que não servem mais, os seios aumentando absurdamente sem freio, etc, etc, etc…o pior de longe, é a obrigatoriedade da meia elástica. Juro que ninguém merece. Eu, no começo, quando ainda não tinha muita barriga, usava a meia elástica muito de vez em quando, só para amenizar a minha consciência e tudo bem…Depois, a barriga começou a crescer e eu tive que comprar um meia para gestante, que é a coisa mais anti-estética do mundo, porém com espaço para a barriga. Até aí, tudo bem, eu também usava de vez em quando.

Um belo dia, eu estava de maiô esperando a aula de hidro-ginástica na academia e resolvi me olhar no espelho (direito, não rapidinho, como a gente faz em casa antes de sair) e pimba: duas varizes horrríveis…sério! Tudo bem, não tão horríveis assim. Mas ainda assim feias. É cruel demais, vocês não imaginam. Não precisa dizer que tive uma crise de choro (grávida quase não chora, né?) e resolvi ser radical, quase chiita com o uso da meia: todos os dias.

Detalhe: eu tenho que acordar pelo menos 15 minutos mais cedo para colocar a maldita meia.

E o pior, agora no calor, o uso dela vai ficando cada vez mais insuportável e no final do dia parece que toda a sua perna queima.

Então, deixo aqui a minha enquete para quem já teve filhotes: o que é o pior da gravidez?

Para mim, sem dúvidas as famosas meias elásticas média compressão….

A barriga de 21 semanas

outubro 28, 2007

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Acho que já cresceu mais que isso…mas essa é a última foto, colocada a pedidos…

 Beijos a todas.

A BARRIGA

outubro 12, 2007

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Por mais que digam que a barriga em algum momento cresce, enquanto a gente não tem barriga não adianta…não nos sentimos totalmente grávidas. Eu até hoje tenho inveja quando vejo uma grávida barriguda na rua. Completo hoje 20 semanas (metade da gravidez) e só agora parece apontar uma barriginha. É triste, sabem… Aconteceram algumas situações chatas comigo devido à falta da barriga…é como colocar silicone e ninguém perceber…imaginem só?

Situação 1: A semana passada fui a uma loja de doces encomendar os docinhos do chá de bebê da minha querida amiga Lú e fiquei encantada com as lembrancinhas de maternidade feitas de chocolate do lugar. Falei para vendedora que antes de ir para maternidade as encomendaria e ela me respondeu que quando eu engravidasse, voltasse a loja para olhar as novidades da época. Quando eu engravidasse….Hello….estou com quase 5 meses completos…Péssimo.

Situação 2: A duas semanas atrás, num dia de calor africano do norte (na África do Sul faz menos calor que no Brasil, então não dá para usar simplesmente calor africano), eu precisava pagar um conta no caixa do banco Itaú (felizmente são raras as vezes que tenho que pegar fila de banco, graças a internet) e a fila está medonha. Eram 2:15 da tarde e eu entrava no hospital as 2:00h. Não tive dúvida…fui no caixa especial, afinal essa é a primeira vez na vida que posso usufruir desta regalia. A senhora idosa que chegou depois que eu, me questionou um tanto agressivamente sobre o que eu fazia na fila especial….gracinha ela, não acham?. Elegantemente respondi que estava grávida e continuei na fila.

Situação 3: Hoje chegou por e-mail um comunicado de um dos hospitais em que trabalho, dizendo que um dos elevadores do CDI (Centro de Diagnóstico por Imagem) vai parar para manutenção até novembro e que os ascensoristas estão orientados a não deixar os funcionários usarem os elevadores, SALVO no caso de funcionários com deficiências motoras, idosos ou MULHERES GRÁVIDAS. Os demais devem usar as escadas e deixar o único elevador para pacientes. Será que eu terei que pedir para o meu chefe um comunicado assinado que estou grávida…vamos ver.

Segue uma fotinho de minha “imensa” barriga com 18 semanas.

OS ENJÔOS

outubro 12, 2007

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Essa sem dúvida é a pior parte do primeiro trimestre. Eu passei verde a maior parte dos 3 primeiros meses. De manhã tudo era sempre pior e eu já acordava quase vomitando e corria para o banheiro. O Maurício chegou a sugerir que eu deixasse um balde ao lado da cama pra qualquer imprevisto. Achei de péssimo gosto, hahaha. A gravidez não é um mar de rosas quanto as pessoas dizem; nem do ponto emocional afinal eu me sentia como se estivesse numa montanha russa de sentimentos; muito menos do ponto de vista físico, mas eu acho que mesmo os enjôos tem o seu papel: impedir a grávida de engordar muito. Eu não conseguia realmente comer e segurei muito bem o meu peso no início. Até agora ganhei bem pouco peso, graças a Deus. Fico imaginando grávidas que ganham mais de 20kg na gravidez e fico em pânico! Deus me livre. Outro ponto bem incomodativo é o sono e uma incrível sensação de cansaço, que misteriosamente passa no segundo trimestre. Nos momentos nos quais minha energia estava abaixo de zero e que me diziam que depois das primeiras 15 semanas tudo melhoraria ….eu realmente não acreditava, mas é a pura verdade. Tudo melhora e muito. Meu Deus, como somos completamente escravas dos hormônios!.

O porquê do blog…

outubro 10, 2007

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Vão me perguntar com certeza por quê, com 20 semanas de gestação, você resolveu começar um blog. Resposta: porque toda vez que ocorre uma mudança muito significativa na minha vida, sinto a necessidade de escrever…pra mim mesma e pra quem tiver vontade de acompanhar o blog. Ou mesmo pra Sofia, minha filhota ler quando ela tiver idade e saber o que se passava pela cabeça da mãe dela.

Já li em vários lugares que os maiores “legados” que você pode deixar para o mundo são seus filhos e um livro. Tenho, assim como meu grande amigo B., uma grande vontade de escrever um livro. Quem sabe esse blog não fica tão famoso e pop e eu receba uma prosposta pra escrever um livro? Claro que não é esse o objetivo. Aliás…o objetivo do blog é escrever minhas impressões e sensações muito particulares sobre a gestação e futuramente sobre a maternindade, de uma forma livre e sem regras…não vou postar todo dia, não vou conseguir manter a ordem no blog, etc, etc, mas vou escrever quando e como quiser. 

Acho que o blog não terá nenhuma novidade, pois tenho certeza que o meu dia-a-dia e impressões serão idênticos às de milhares de  mulheres “modernas” (não gosto deste termo) que se casam, constituem família, engravidam e têm filhos, tendo que se virar em 20 pra conseguir dar conta da casa, trabalho, necessidades dos filhos, do marido, do chefe e as suas próprias. Já aviso de ante-mão que não vou abrir mão dos meus sonhos e aspirações simplesmente porque serei mãe. A Sofia tem que caber na minha vida…isso não é egoísmo, é auto-preservação.

 Espero que gostem….