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A SOFIA NASCEU!!!

fevereiro 29, 2008

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No dia que completei exatas 38 semanas, no dia 13 de fevereiro,  acordei cansada e com muita dor de cabeça. Essa dor de cabeça já me atormentava a dias, como eu já tinha comentado. Eu tinha médica 14:30h e fiquei de manhã aqui em casa meio descansando, mas meio estranha. Almocei por volta de meio dia, tomei banho e peguei um táxi pra ir para o consultório que fica longe a beça de minha casa, sozinha, numa boa. Quando chegou minha vez, entrei e a primeira coisa que a médica fez foi medir minha pressão: 16 x 10. Depois, ela me examinou e eu não estavam trabalho de parto, pois não tinha dilatação ainda. Os batimentos do bebê estavam bem, mas eu tinha aumentado 2kg de peso em uma semana, de puro inchaço. Meus pés pareciam dois pães imensos.Ela olhou pra mim e disse: “vamos internar?” “A gente faz uns exames, dieta sem sal e medica para pressão, se tiver tudo bem, espera entrar em trabalho de parto”. Eu fiquei meio assim, mas achei que era a melhor coisa a ser feita: faríamos monitoragem fetal e ultra-sonografia e eu ficaria em observação por causa da dor da cabeça/inchaço/pressão. Ela ligou para o hospital, explicou o caso e escreveu uma cartinha dizendo o que queria que fosse feito comigo. Eu deveria ir para lá , me internar que no final da tarde ela passaria pra ver os exames. Tudo bem, pensei, vamos internar e melhorar, mas nunca imaginei que a Sofia teria que nascer naquele dia. Peguei outro táxi e fui pro hospital, que era relativamente perto do consultório. Cheguei lá por volta de 16:30h. Do táxi, liguei pro meu marido, dizendo para que pegasse minha mala, a mala da Sofia e lembracinhas só por desencargo, levasse nosso cachorrinho pra casa da minha mãe e viesse com calma, para ficar comigo no hospital, pois não poderia me internar sozinha. Eu ainda achava que a Sofia não nasceria naquele dia. Liguei pra minha mãe e meu pai avisando que iria me internar, mas que eles não precisavam correr pro hospital, pois estava lá apenas para fazer exames.Falei pra esperarem o trânsito passar e fossem mais a noite.Chegando lá, assinei os papéis na maior calma, e fui fazer a monitoragem fetal (Cardiotocografia). Neste momento, a pressão estava 17 x 10 e a enfermeira do exame (obstetriz) bem tensa ao telefone, pedindo um ultra-som de urgência, conforme solicitação da minha médica. Começou a cardiotocografia e eu, que sou médica mas não faço obstetrícia achei aquela traçado bem estranho, diferente dos que eu havia feito anteriormente. Pedi pra enfermeira ligar para a minha médica e contar sobre o exame. Ela fez isso e a minha obstetra pediu que eu não fizesse mais nenhum exame: QUE FOSSE DIRETO PARA O CENTRO-OBSTÉTRICO, que ela chegaria o mais rápido possível. Aí eu “paniquei”: Tudo bem que eu sou uma mulher moderna e tal, mas ir sozinha pra maternidade de táxi sem marido, sem mãe, sem ninguém pra apertar a mão não dava! Liguei pro Maurício e ele estava preso no trânsito da avenida Brasil. Falei pra ele VEM LOGO QUE VAI NASCER…ele se desesperou e eu também, comecei a chorar e falar que eu não queria ir pra sala de parto sozinha, que queria esperar meu marido chegar. Eu sabia que a Sofia ficaria  bem, estava bem formadinha, já com 38 semanas e que era só nascer, mas neste momento caiu a ficha que eu não teria meu sonhado trabalho de parto, não poderia esperar o parto normal, que não iria pra maternidade com toda a família feliz ter o meu bebê, enfim,tudo que eu havia romanceado não iria acontecer MAS eu iria conhcer a minha filhinha muito em breve e isso me deu forças. Comecei a me trocar bem devagar pra dar tempo do Maurício chegar e neste momento minha obstetra chegou…eram umas 17:00h e pouquinho, mais ou menos. Eu pedi se podíamos esperar o Maurício que estava no trânsito com segurança para a Sofia, claro. Ela disse que sim, estava, ou pelo menos transparecia uma super calma, me tranqüilizou e disse que iria me econtar no CO. E eu continuava chorando….quando o Maurício chegou. Graças a Deus que alívio! Então, beijei ele e falei que agora estava pronta. Minha amiga pediatra que iria pegar a Sofia na sala de parto estava a caminho, mas não sei se daria tempo de chegar.Subi por um lado e o Maurício foi ao vestiário se trocar. Cheguei na sala, fiz a Raqui e o Maurício entrou quando estavam começando a cesárea. Ficou atrás do biombo, segurando minha mão o tempo todo, e eu em nenhum momento perdi a consciência, fiquei falando com ele, com a equipe, mas não me lembro bem o quê. Só sei que estava ansiosa por ouvir o choro da bebê. E dali a pouco minutos falaram pra ele: ela vai nascer, você quer ver? Ele foi, todo corajoso e não só viu como fotografou a nenê saindo da barriga! Depois de alguns segundos eu ouvi um chorinho que começou fraco e depois se intensificou. Fiquei maravilhada: minha filhinha tinha nascido! Eu ficava falando: ela está bem? E todos respondendo que sim, e em poucos minutos me mostraram ela e colocaram ela próxima ao meu rosto.Acho realmente difícil existir uma emoção maior que essa. Sua filha linda, perfeita e saudável nascendo de dentro de você, linda e fofa, toda sujinha. O pai estava enlouquecido e quando a levaram para aspirar ele me “esqueceu” (não o culpo, hahaha) e foi babar a cria, e eu querendo saber como ela estava. Foi então que minha amiga chegou, a pediatra da Sofia e a examinou novamente. Ela e o Maurício ficaram fotografando e filmando a pequena e eu pedindo pra me mostrarem. Eles me a levaram pra mim novamente e nesse momento não me contive e chorei de emoção. Ela era tão linda e tão perfeita que eu nem acreditava. Deu tudo certo, pensei. E é isso que importa. As coisas não foram exatamente como eu planejava, mas isso só me ensina que na vida a gente não pode querer planejar tudo. Minha filha é linda e saudável e isso me deixa tranqüila e muito feliz. Depois que me “fecharam”, levaram a bebê por berçário, como de praxe na maternidade e o Maurício ficou comigo até eu ir pra recuperação pós anestésica. Teria que ficar lá por pelo menos 2 horas e nesse meio tempo, fiquei acordada, sozinha e ansiosa, querendo muito ver minha filhota; ficava tentando mexer os pés logo para ir  mais rápido pro quarto. Chegou a hora, eu voltei pro quarto e havia pelo menos 10 pessoas lá dentro; eu estava inchada, pelada, cansada e queria ver minha filha, e todo mundo querendo falar comigo e fazer bagunça. Logo a Sofia chegou, linda já banhada e com uma roupa linda. Eu pude pegar ela nos braços pela primeira vez e olhar os detalhes dela: mãozinha, narizinho, boquinha, cabelinho, enfim, tudo. Ela nem abria os olhinhos ainda, de tão inchadinha, mas neste momento, em que eu a peguei no colo, o tempo parou, as pessoas ao redor não existiam mais e eu só conseguia olhar pra ela e me apaixonar…foi mágico. 

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